Nova graduação combina engenharia, inteligência artificial, robótica e ciência de dados e terá primeira seleção ainda em 2026.
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) abriu uma nova frente de formação profissional ligada à inteligência artificial e à automação. A partir do Vestibular de Verão 2026 e do Processo de Avaliação Seriada (PAS), a universidade oferecerá pela primeira vez o curso de Engenharia de Controle e Automação, com ênfase em Inteligência Artificial, no câmpus de Maringá. Serão 31 vagas na primeira oferta, sendo 27 pelo vestibular e quatro pelo PAS, para uma graduação de cinco anos em período integral. A novidade chama atenção não apenas pela criação de um novo curso, mas pela combinação de áreas que estão ganhando espaço na indústria, no comércio e nos serviços. Para quem mora em Maringá e região e está escolhendo uma profissão, a dúvida passa a ser o que exatamente esse engenheiro poderá fazer e quais oportunidades podem surgir em um mercado cada vez mais dependente de automação, dados e sistemas inteligentes. (UEM Notícias)
O que o novo curso da UEM vai ensinar e quem pode se interessar
A nova Engenharia de Controle e Automação da UEM foi estruturada para reunir conhecimentos que normalmente aparecem separados em diferentes áreas da tecnologia. A formação integra fundamentos de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica e Eletrônica e Computação, acrescentando conteúdos relacionados à inteligência artificial, ciência de dados, programação, controle de processos e sistemas automatizados. Na prática, o estudante será preparado para compreender tanto o funcionamento físico de máquinas e equipamentos quanto os sistemas computacionais capazes de monitorar informações, identificar padrões e tomar decisões automatizadas. A proposta acompanha uma transformação que já ocorre em fábricas, centros de distribuição, empresas de serviços e outros setores, nos quais sensores, softwares, robôs e algoritmos passaram a trabalhar de forma integrada. (UEM Notícias)
O curso será vinculado ao Centro de Tecnologia da UEM, terá duração de cinco anos e funcionará em período integral, com atividades pela manhã e à tarde. Entre os conteúdos e aplicações previstos estão automação industrial e comercial, controle de processos, robótica, instrumentação, integração de sistemas, desenvolvimento de software, aprendizado de máquina, análise de dados, visão computacional, manutenção preditiva e design generativo. Isso significa que o estudante não estará sendo preparado exclusivamente para trabalhar com inteligência artificial em computadores, mas para conectar IA a máquinas, equipamentos e processos reais. Essa característica pode ser especialmente importante para Maringá, onde tecnologia, indústria, comércio, agronegócio e serviços formam um mercado regional diversificado e capaz de absorver soluções de automação em diferentes escalas. (Maringá Post)
A formação também pode interessar a estudantes que gostam de matemática, física, programação e tecnologia, mas que desejam uma carreira menos restrita ao desenvolvimento tradicional de softwares. Um engenheiro dessa área pode atuar na criação de sistemas que controlam máquinas, na análise de dados produzidos por equipamentos, na identificação antecipada de falhas ou na implantação de processos automatizados. O Ministério da Educação descreve o profissional de Controle e Automação como alguém capaz de trabalhar com equipamentos, processos, sistemas de produção, instrumentação, robôs, manufatura e redes industriais. A combinação com inteligência artificial amplia esse campo ao acrescentar ferramentas capazes de aprender com dados e apoiar decisões técnicas. (Portal do MEC)
Onde o profissional formado em IA e automação poderá trabalhar
Uma das principais características da nova graduação é justamente a variedade de setores nos quais o profissional poderá atuar. A automação industrial é uma das áreas mais evidentes, permitindo trabalhar com linhas de produção, robótica, sensores, sistemas de controle e equipamentos capazes de executar tarefas com menor intervenção humana. Mas as possibilidades não ficam restritas às fábricas, já que a própria UEM aponta oportunidades em automação comercial, informática, integração de sistemas, manufatura, tecnologia da informação e comunicação, desenvolvimento de software e ciência de dados. Em empresas de Maringá e do noroeste do Paraná, isso pode significar oportunidades relacionadas à modernização de operações, logística, gestão de equipamentos, análise de informações e criação de soluções inteligentes. (UEM Notícias)
O avanço da inteligência artificial ajuda a explicar por que uma formação multidisciplinar pode ganhar importância. Uma empresa que instala sensores em uma linha de produção, por exemplo, passa a produzir grandes volumes de dados sobre temperatura, velocidade, consumo e funcionamento de máquinas. O engenheiro especializado pode desenvolver sistemas para interpretar essas informações, detectar comportamentos fora do padrão e ajudar a prever quando determinado equipamento poderá apresentar problemas. Em outro cenário, conhecimentos de visão computacional podem ser utilizados para inspeção automática de produtos, enquanto robôs podem executar tarefas repetitivas, perigosas ou que exigem elevada precisão. A formação oferecida pela UEM pretende justamente preparar profissionais capazes de integrar essas tecnologias em soluções completas. (Maringá Post)
Outro ponto que pode pesar na escolha profissional é a possibilidade de atuação em pesquisa, empreendedorismo e desenvolvimento de novas tecnologias. O curso prevê atividades de ensino, pesquisa e extensão, além de estágio obrigatório, permitindo que o estudante tenha contato com problemas concretos durante a formação. Em vez de aprender inteligência artificial apenas como uma ferramenta isolada, o aluno poderá compreender como sistemas inteligentes interagem com equipamentos, processos produtivos e dados. Para o ecossistema de inovação de Maringá, essa formação também pode contribuir para aproximar universidade, startups e empresas que precisam encontrar profissionais capazes de transformar tecnologia em produtos e serviços.
A remuneração é outro aspecto que costuma despertar interesse entre candidatos, mas precisa ser analisada com cuidado. O Confea informa que existe um Salário Mínimo Profissional previsto para engenheiros e outras categorias abrangidas pela Lei nº 4.950-A/1966, além de atuar na fiscalização de editais que ofereçam remunerações abaixo dos parâmetros legais. O órgão ressalta, porém, que salário efetivamente pago depende do vínculo, jornada, negociação coletiva, setor e situação profissional, entre outros fatores. Portanto, não é correto tratar uma referência de piso como garantia de que todo recém-formado receberá automaticamente aquele valor. (Confea)
Como funciona a primeira seleção e o que o candidato de Maringá precisa saber
A primeira entrada no novo curso ocorrerá justamente em 2026, por meio do Vestibular de Verão da UEM e do PAS. Das 31 vagas iniciais, 27 serão destinadas ao vestibular e quatro ao Processo de Avaliação Seriada. As inscrições para os processos seletivos podem ser feitas até 23 de setembro, conforme as informações divulgadas pela universidade, o que coloca a nova graduação entre as opções que ainda podem ser consideradas por estudantes que estão definindo sua escolha profissional neste período. (UEM Notícias)
Para quem está no ensino médio em Maringá ou em municípios próximos, a novidade pode mudar a estratégia de escolha de curso. Em vez de procurar somente graduações tradicionais de computação ou engenharias separadamente, o candidato passa a ter uma formação que combina programação, inteligência artificial, automação e engenharia. A escolha, entretanto, exige atenção à rotina: como o curso será integral, será necessário considerar deslocamento, alimentação, horários e disponibilidade para permanecer no câmpus durante manhã e tarde. Esses fatores podem fazer diferença especialmente para estudantes que trabalham ou vivem em outras cidades da região.
A existência do curso também sinaliza uma mudança importante na própria relação entre universidade e mercado de trabalho. Empresas que adotam automação precisam de profissionais capazes de compreender máquinas, softwares, dados e processos simultaneamente, e essa combinação nem sempre é encontrada em formações muito especializadas. A UEM afirma que a graduação responde à crescente demanda por profissionais que integrem mecatrônica, inteligência artificial e ciência de dados, enquanto o perfil nacional da área de Controle e Automação já contempla atividades relacionadas a robôs, sistemas autônomos, manufatura e redes industriais. (UEM Notícias)
Para o morador de Maringá, a criação do curso representa mais do que uma nova opção no catálogo universitário. Ela pode ajudar a formar dentro da própria região profissionais que serão necessários para modernizar empresas, desenvolver soluções tecnológicas e criar novos negócios. Para o estudante, a principal vantagem está em entrar em uma área que combina conhecimentos de engenharia com tecnologias emergentes, mas a escolha deve considerar afinidade com disciplinas exatas e disposição para uma formação longa e integral. As inscrições até 23 de setembro colocam a decisão no calendário imediato de quem pretende disputar uma das primeiras vagas. (UEM Notícias)
A nova graduação da UEM chega em um momento em que inteligência artificial deixou de ser apenas assunto de grandes empresas de tecnologia e passou a fazer parte de processos industriais, comerciais e de serviços. Em Maringá, a formação de profissionais capazes de unir IA, automação, robótica e dados pode fortalecer a ligação entre universidade e economia regional. Para quem está escolhendo uma carreira, o ponto central é entender que o profissional formado não trabalhará apenas com computadores, mas com sistemas que conectam software, máquinas e decisões. A primeira seleção será uma oportunidade para avaliar uma carreira ainda recente no Brasil e que pode ganhar espaço conforme empresas ampliam seus investimentos em automação e inovação. (UEM Notícias)
