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Projeto Mulher Forte avança em Maringá e pode ampliar políticas de emprego e empreendedorismo feminino
Política

Projeto Mulher Forte avança em Maringá e pode ampliar políticas de emprego e empreendedorismo feminino

Benoit Carvelle
Benoit Carvelle agosto 18, 2026
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Projeto Mulher Forte avança em Maringá e pode ampliar políticas de emprego e empreendedorismo feminino
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Proposta em tramitação na Câmara busca criar diretrizes para qualificação, empreendedorismo e inserção das mulheres no mercado de trabalho.

A Câmara Municipal de Maringá analisa nesta terça-feira (18) um projeto que pode criar novas diretrizes para a valorização e a inserção da mão de obra feminina no mercado de trabalho. O Projeto de Lei nº 17.771/2025, de autoria da vereadora Majô Capdeboscq, institui o programa Mulher Forte, Cidade Forte e está previsto para segunda discussão na sessão ordinária desta terça. A proposta aparece em um momento em que a participação feminina na economia maringaense ganha espaço no debate público, mas ainda convive com diferenças de remuneração e dificuldades de acesso a oportunidades. (Rádio Maringá)

Contents
Proposta em tramitação na Câmara busca criar diretrizes para qualificação, empreendedorismo e inserção das mulheres no mercado de trabalho.O que prevê o projeto Mulher Forte, Cidade Forte em MaringáPor que autonomia econômica virou tema de política pública em MaringáO que pode mudar para mulheres que trabalham ou querem empreender

A dúvida central para quem acompanha a política municipal é o que o projeto pode mudar de fato para as mulheres de Maringá caso avance. A resposta depende do texto aprovado, da regulamentação posterior e das ações que forem efetivamente implementadas pelo poder público. Ainda assim, a discussão ajuda a colocar no centro da agenda temas como qualificação profissional, empreendedorismo, renda e autonomia econômica, que têm reflexos não apenas individuais, mas também sobre a economia local.

O que prevê o projeto Mulher Forte, Cidade Forte em Maringá

O projeto que institui o programa Mulher Forte, Cidade Forte está na pauta da Câmara de Maringá para segunda discussão nesta terça-feira. Segundo a pauta legislativa, a proposta estabelece diretrizes voltadas à valorização e à inserção da mão de obra feminina no mercado de trabalho municipal. A iniciativa está diretamente relacionada ao debate sobre políticas públicas capazes de ampliar oportunidades profissionais, estimular a qualificação e fortalecer a participação das mulheres na economia. (Rádio Maringá)

A discussão ganhou força no município justamente durante a programação relacionada ao Dia Nacional da Mulher Empresária, celebrado em 17 de agosto. Em manifestação divulgada nesta terça-feira, a presidente da Câmara, Majô, relacionou autonomia econômica, profissional e pessoal à capacidade de as mulheres ampliarem suas possibilidades de escolha. A parlamentar também destacou que a pauta não deve ser limitada à abertura de empresas, mas envolver qualificação, trabalho, renda e condições para que mulheres possam construir trajetórias profissionais com maior independência. (Rádio Maringá)

Os dados apresentados no debate ajudam a dimensionar o tema. Informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) citadas pela Câmara indicam que as mulheres representavam 47,2% dos trabalhadores formais de Maringá em 2025. Apesar dessa participação expressiva, a remuneração média feminina informada era de R$ 3.297,18, enquanto a masculina chegava a R$ 3.805,46, mostrando que presença no mercado formal e igualdade de remuneração são questões diferentes. (Rádio Maringá)

Isso significa que uma política municipal voltada às mulheres precisa ser analisada também pela capacidade de transformar oportunidades em resultados concretos. Cursos de qualificação, estímulo ao empreendedorismo, acesso a informação e articulação com empresas podem ser importantes, mas precisam estar conectados às necessidades reais de quem procura emprego ou pretende iniciar uma atividade econômica. O projeto, portanto, chama atenção menos por criar uma solução imediata e mais por estabelecer uma discussão sobre como o município pode estruturar políticas permanentes para ampliar a participação feminina na economia.

Por que autonomia econômica virou tema de política pública em Maringá

A relação entre emprego, renda e autonomia ganhou ainda mais relevância em Maringá porque o debate sobre empreendedorismo feminino está sendo conectado a uma questão social mais ampla: a violência contra as mulheres. Na segunda-feira (17), o município assinou um termo de cooperação com o Centro Universitário Cidade Verde (Unicive) para ampliar a continuidade do atendimento psicológico às mulheres atendidas pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM). A iniciativa cria uma conexão entre proteção, acolhimento e construção de condições para que mulheres possam reorganizar suas vidas. (Rádio Maringá)

Segundo dados do Plano Municipal de Políticas Públicas para Mulheres citados pela Câmara, 6.132 mulheres foram vítimas de violência em Maringá em 2025, uma média próxima de 17 casos por dia. O mesmo levantamento registrou um feminicídio no período. Esses números mostram por que políticas voltadas às mulheres não podem ser avaliadas apenas pelo número de cursos oferecidos ou de empreendedoras formalizadas, mas também pela capacidade de integrar diferentes áreas da administração pública e ampliar o acesso a serviços e oportunidades. (Rádio Maringá)

O próprio debate municipal associa autonomia econômica à possibilidade de romper ciclos de dependência. Ter renda própria não elimina situações de violência nem substitui serviços especializados de proteção, mas pode representar um componente importante de uma rede mais ampla de políticas públicas. Por isso, iniciativas de qualificação e empreendedorismo precisam ser acompanhadas de atendimento social, orientação profissional e acesso a mecanismos de proteção quando necessário.

Para quem trabalha, empreende ou pretende abrir um negócio em Maringá, a discussão também revela uma tendência importante da política local: a tentativa de aproximar desenvolvimento econômico de inclusão social. Uma cidade que amplia a participação de mulheres no mercado de trabalho pode movimentar comércio, serviços, pequenos negócios e outras atividades econômicas. O desafio, entretanto, está em garantir que programas públicos tenham continuidade, critérios transparentes e acompanhamento de resultados, evitando que ações de capacitação se resumam a iniciativas pontuais sem conexão com as oportunidades existentes.

O que pode mudar para mulheres que trabalham ou querem empreender

Se aprovado e posteriormente colocado em prática, o programa poderá servir como referência para ações municipais de qualificação profissional, incentivo ao empreendedorismo e ampliação da participação feminina no mercado de trabalho. A proposta, contudo, ainda está em tramitação legislativa, o que significa que não se deve tratar suas diretrizes como benefícios já disponíveis para a população. A sessão desta terça-feira prevê a análise do projeto em segunda discussão, e sua tramitação ainda precisa seguir as etapas previstas no processo legislativo municipal. (Rádio Maringá)

Para a população, acompanhar esse processo é importante porque a aprovação de uma lei não representa automaticamente a execução de todas as medidas imaginadas em torno dela. Depois da tramitação, podem existir regulamentações, definição de orçamento, criação de programas específicos e estabelecimento de parcerias. Também será necessário verificar quais secretarias serão responsáveis pelas ações e de que maneira os resultados serão acompanhados.

O tema também pode interessar diretamente a mulheres que atuam como autônomas, microempreendedoras individuais ou pequenas empresárias. Em vez de considerar empreendedorismo apenas como abertura de um CNPJ, políticas públicas podem envolver capacitação para gestão financeira, vendas, tecnologia, marketing, acesso a crédito e digitalização. Essas ferramentas são especialmente relevantes em uma economia em que pequenos negócios dependem cada vez mais de canais digitais para encontrar clientes e divulgar produtos e serviços.

A discussão na Câmara ocorre em uma semana de intensa movimentação política municipal. Além do Mulher Forte, Cidade Forte, os vereadores analisam propostas relacionadas ao planejamento integrado e ao plano de metas de Maringá, contratação temporária de profissionais do magistério, transporte individual por táxi, proteção animal e mobilidade cicloviária. A pauta mostra como decisões aparentemente diferentes fazem parte de uma mesma agenda de gestão urbana, envolvendo emprego, serviços públicos, planejamento e qualidade de vida. (Rádio Maringá)

O avanço do Mulher Forte, Cidade Forte coloca Maringá diante de uma questão que vai além da aprovação de uma proposta específica: como transformar participação feminina na economia em oportunidades mais acessíveis e duradouras. Os dados locais mostram que as mulheres já representam parcela significativa dos trabalhadores formais, mas ainda existem diferenças de remuneração e barreiras relacionadas à autonomia. A partir de agora, o principal ponto de atenção será acompanhar o andamento do projeto e, caso seja aprovado, verificar quais ações serão efetivamente implementadas. Para o morador, a política pública só ganhará significado concreto quando sair do texto legal e chegar à qualificação, ao emprego, ao empreendedorismo e aos serviços que fazem parte da rotina das mulheres de Maringá. (Rádio Maringá)

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