A tokenização de ativos representa uma das mais relevantes transformações tecnológicas do mercado financeiro e imobiliário. De acordo com Alex Nabuco dos Santos, a conversão de bens físicos em frações digitais registradas em blockchain elimina barreiras históricas de entrada e possibilita que pequenos investidores participem de projetos de grande porte.
Mais do que ampliar o acesso ao setor, essa inovação redefine os conceitos de posse e liquidez. Imóveis, terrenos e outros ativos tangíveis passam a existir também no ambiente digital, tornando-se mais acessíveis, seguros e negociáveis em tempo real. O resultado é a consolidação de uma nova dinâmica econômica, baseada em eficiência, transparência e maior democratização das oportunidades de investimento.
Desmistificando a tokenização de ativos e o futuro da propriedade digital
Para compreender a mecânica por trás dessa revolução, é preciso entender o papel da tecnologia de registro distribuído, que garante que cada fração digital seja única e inviolável. Conforme Alex Nabuco dos Santos, a tokenização consiste em criar uma representação digital de um imóvel ou de um recebível imobiliário dentro de uma rede segura e imutável.
O empresário indica que cada “token” funciona como uma cota digital do ativo, conferindo ao seu detentor direitos proporcionais sobre a valorização ou sobre os rendimentos gerados por aquele bem. Esse modelo simplifica drasticamente a cadeia de custódia e reduz a necessidade de intermediários tradicionais, baixando os custos transacionais e aumentando a margem de retorno para os envolvidos no ecossistema digital.
Vantagens da liquidez na tokenização de ativos e o futuro da propriedade digital
Um dos principais obstáculos do mercado imobiliário tradicional sempre foi a baixa liquidez, já que vender um prédio inteiro ou um terreno de grandes proporções pode levar meses, ou até anos. Com a tokenização de ativos, esse problema é mitigado pela possibilidade de negociação fracionada em mercados secundários globais.
Como aponta Alex Nabuco dos Santos, a capacidade de vender apenas uma pequena fração do seu investimento em poucos cliques traz uma flexibilidade financeira sem precedentes para o setor. Essa liquidez fracionada atrai uma nova base de capital, composta por investidores que buscam diversificar seu portfólio sem a necessidade de imobilizar grandes quantias em um único endereço físico por tempo indeterminado.

Segurança jurídica e regulamentação na tokenização de ativos e o futuro da propriedade digital
Apesar do caráter inovador, a validade desse modelo depende de um arcabouço legal robusto que proteja os direitos reais dos investidores digitais. Como destaca Alex Nabuco dos Santos, a evolução regulatória liderada por órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil tem sido fundamental para conferir segurança jurídica à emissão desses tokens.
O empresário indica que o mercado caminha para uma convergência entre os registros tradicionais de cartório e os registros em blockchain, criando um ambiente híbrido onde a propriedade física é espelhada digitalmente com total fé pública. Essa segurança é o que permite que grandes incorporadoras utilizem a tokenização como uma via alternativa e eficiente para o financiamento de suas obras, captando recursos diretamente do mercado de forma transparente.
A democratização do acesso ao mercado imobiliário
A transição para ativos digitais é um caminho sem volta que promete reorganizar a distribuição de riqueza no setor imobiliário. Portanto, a tecnologia remove o atrito das transações e permite uma governança muito mais direta e automatizada, beneficiando tanto quem desenvolve o projeto quanto quem investe. A facilidade de acesso transforma o imóvel de um bem de luxo para poucos em um veículo de investimento acessível para muitos, mantendo a tokenização de ativos representa uma das rupturas tecnológicas mais profundas do mercado financeiro e imobiliário contemporâneo.
Por fim, a tokenização de ativos é o elo que faltava para integrar o mercado de capitais à economia real de forma definitiva e inclusiva. Os gestores de patrimônio e desenvolvedores urbanos que ignorarem essa ferramenta ficarão obsoletos em um mundo onde a agilidade e a democratização do capital são as regras do jogo. Para Alex Nabuco dos Santos, o futuro da propriedade digital não é apenas uma promessa tecnológica, mas uma realidade em construção que já está redefinindo as fronteiras do que entendemos por investimento imobiliário seguro, rentável e globalmente conectado em 2026.
Autor: Nikolay Sokolov
