A certificação verde consolidou-se como um instrumento estratégico no agronegócio contemporâneo. Segundo o empresário Aldo Vendramin, produtores que adotam critérios ambientais reconhecidos ampliam significativamente sua capacidade de competir em mercados cada vez mais exigentes. A lógica produtiva evoluiu nos últimos anos, pois não basta produzir em escala se não houver conformidade com padrões ambientais. Nesse contexto, sustentabilidade, gestão eficiente e acesso a oportunidades comerciais passam a caminhar de forma integrada.
A valorização de práticas responsáveis cresce tanto no mercado interno quanto no externo, influenciando decisões de compra, contratos e parcerias comerciais. Selos e certificações funcionam como garantias de que os processos produtivos seguem normas ambientais estabelecidas, permitindo ao produtor dialogar com um mercado mais atento à origem dos alimentos e às condições em que são produzidos.
Certificação verde e acesso a mercados
A certificação ambiental facilita a entrada em mercados que exigem comprovação objetiva de boas práticas. Na visão de Aldo Vendramin, esse tipo de certificação reduz incertezas para compradores e funciona como porta de entrada para cadeias comerciais mais seletivas, especialmente no comércio internacional. Muitos importadores utilizam critérios ambientais como etapa inicial de qualificação de fornecedores.

Esses requisitos criam uma linguagem comum entre produtor e mercado, organizando expectativas e reduzindo barreiras comerciais. O acesso a novos mercados, portanto, não ocorre de forma aleatória, mas resulta de planejamento, adequação técnica e alinhamento às exigências ambientais vigentes.
Valor agregado e posicionamento do produto
Produtos certificados tendem a apresentar maior valor percebido. Conforme destaca Aldo Vendramin, a certificação é frequentemente associada à confiabilidade, ao cuidado com os processos produtivos e à consistência operacional, fatores que influenciam diretamente as decisões de compra.
Esse valor agregado vai além do preço final e envolve reputação, histórico produtivo e capacidade de entrega dentro de padrões reconhecidos. Com isso, o produtor fortalece seu posicionamento no mercado e deixa de competir exclusivamente por volume, passando a competir por qualidade validada por certificações.
Gestão ambiental e eficiência na propriedade
A obtenção de certificações verdes exige organização, monitoramento e registro sistemático das práticas adotadas. De acordo com Aldo Vendramin, esse processo contribui para uma gestão mais eficiente da propriedade, baseada em indicadores claros e acompanhamento contínuo.
O controle mais rigoroso do uso de recursos naturais reduz desperdícios, racionaliza o consumo de insumos e melhora o planejamento produtivo. Como consequência, a eficiência operacional aumenta e as decisões deixam de ser apenas reativas, conferindo maior previsibilidade ao sistema produtivo.
Credibilidade e relações comerciais duradouras
A certificação verde também fortalece a credibilidade do produtor junto a compradores, indústrias e parceiros comerciais. Conforme ressalta Aldo Vendramin, a confiança é um ativo essencial no agronegócio, especialmente em relações de longo prazo. A comprovação de boas práticas por meio de auditorias e protocolos reconhecidos torna o diálogo comercial mais transparente e reduz conflitos, criando bases sólidas para parcerias duradouras. A consistência ao longo do tempo contribui para a construção de uma reputação sólida e confiável no mercado.
Por fim, a sustentabilidade deixou de ser apenas um discurso institucional e passou a integrar a estratégia econômica do agronegócio. Certificações ambientais sinalizam alinhamento com demandas contemporâneas de consumidores, empresas e reguladores, influenciando cadeias produtivas inteiras. Com regulações ambientais cada vez mais rigorosas e consumidores mais atentos à origem dos produtos, antecipar-se a esse movimento reduz riscos e amplia oportunidades.
Assim, a certificação verde não atua apenas como um selo, mas como um instrumento de posicionamento estratégico. Ao combinar eficiência produtiva, conformidade ambiental e visão de longo prazo, o produtor amplia sua competitividade e fortalece sua presença em um mercado que valoriza desempenho aliado à responsabilidade socioambiental.
Autor: Nikolay Sokolov
