Conforme frisa o presidente da Liderroll, Paulo Roberto Gomes Fernandes, é essencial acompanhar atentamente a movimentação da indústria dutoviária brasileira em fóruns internacionais, especialmente quando o objetivo é ampliar conexões técnicas e estratégicas em um cenário global cada vez mais integrado. Em 2026, a participação da comunidade brasileira de dutos em eventos realizados no Canadá continua sendo vista como parte essencial de uma estratégia de inserção internacional, voltada à troca de conhecimento, ao fortalecimento institucional e à construção de parcerias capazes de gerar oportunidades no médio e longo prazo.
A alternância histórica entre eventos realizados no Rio de Janeiro e em Calgary consolidou uma ponte relevante entre Brasil e Canadá no setor de pipelines. À luz do que analisa Paulo Roberto Gomes Fernandes, essa dinâmica permitiu que profissionais, empresas e entidades técnicas brasileiras mantivessem contato permanente com as principais tendências globais em segurança, integridade e inovação aplicada a dutos. Em 2016, a expectativa em torno da International Pipeline Conference reforçava esse papel, ao reunir lideranças técnicas e institucionais em um momento de ajustes econômicos no mercado nacional.
Segurança, integridade e tecnologias como focos estratégicos
Um dos pontos centrais da agenda brasileira nesses encontros internacionais sempre foi a busca por soluções voltadas à segurança e à prevenção de danos em dutos. Sistemas de proteção, tecnologias anticorrosão e métodos de mitigação de riscos passaram a ocupar posição de destaque, especialmente diante do envelhecimento de parte das malhas existentes e do aumento das exigências regulatórias.
Sob essa perspectiva, a participação em conferências globais permite avaliar como diferentes países enfrentam desafios semelhantes, adaptando tecnologias e práticas à sua realidade. Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, esse intercâmbio técnico é fundamental para evitar soluções isoladas e estimular a adoção de padrões mais robustos, alinhados às melhores referências internacionais.
Parcerias institucionais e fortalecimento de eventos nacionais
Ao observar o papel das entidades brasileiras nesses fóruns, Paulo Roberto Gomes Fernandes ressalta a importância da articulação institucional para ampliar a relevância de eventos realizados no País. A busca por parcerias internacionais visa não apenas a troca de experiências, mas também o fortalecimento de iniciativas nacionais voltadas à indústria de dutos, criando ambientes cada vez mais atrativos para especialistas e empresas estrangeiras.
Nesse contexto, a aproximação com organizações técnicas internacionais e centros de tecnologia estrangeiros surge como estratégia para manter a indústria brasileira conectada às fronteiras do conhecimento. Mesmo em períodos de retração econômica, esse tipo de articulação ajuda a preservar competências técnicas e a preparar o setor para ciclos futuros de crescimento.
A presença industrial brasileira e o papel da inovação
Sob o entendimento de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a participação de empresas brasileiras em exposições internacionais, ainda que de forma concentrada, tem impacto simbólico e estratégico relevante. A visibilidade conferida a soluções desenvolvidas no Brasil demonstra que a engenharia nacional possui capacidade de competir em nichos altamente especializados, sobretudo quando associada à inovação aplicada e à experiência prática acumulada em projetos complexos.

Além disso, o interesse despertado por tecnologias brasileiras em ambientes internacionais reforça a importância de investir continuamente em pesquisa, desenvolvimento e proteção intelectual. A inovação não apenas amplia oportunidades comerciais, mas também contribui para reposicionar o Brasil como fornecedor de soluções técnicas, e não apenas como mercado consumidor.
Centros de tecnologia e cooperação internacional
Na visão de Paulo Roberto Gomes Fernandes, centros de tecnologia ligados ao setor de dutos desempenham papel estratégico na construção de parcerias internacionais. Estruturas voltadas a ensaios, testes e desenvolvimento de metodologias avançadas permitem ao País oferecer contrapartidas técnicas relevantes em negociações globais, mesmo em momentos de menor atividade interna.
A cooperação com instituições estrangeiras, especialmente em áreas como análise de defeitos, automação e monitoramento de dutos, amplia o acesso a conhecimento especializado e acelera a incorporação de novas tecnologias. Esse movimento fortalece a base técnica nacional e contribui para elevar o padrão médio de segurança e desempenho da malha dutoviária brasileira.
Economia, energia e perspectivas para a expansão da malha
A expansão da malha de dutos está diretamente relacionada ao comportamento da economia e ao consumo de energia. Mercados aquecidos tendem a impulsionar investimentos em infraestrutura, enquanto períodos de retração exigem foco em eficiência, manutenção e planejamento estratégico. Esse entendimento reforça a importância de acompanhar de perto experiências internacionais, onde diferentes ciclos econômicos produzem respostas variadas no setor de pipelines.
Por fim, observa-se que a busca por parcerias no Canadá simboliza uma postura proativa da comunidade brasileira de dutos, voltada à aprendizagem contínua e à integração global. Em 2026, essa estratégia segue sendo fundamental para que o setor esteja preparado para novas demandas, conciliando crescimento, segurança e inovação em um ambiente energético cada vez mais desafiador.
Autor: Nikolay Sokolov
